Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

10 semanas

Não tem sido fácil. Ter um filho na barriga e dois cá fora não é pêra doce. Nunca achei que fosse, bem entendido. Sou daquelas que, perante multi-mães, lhes gaba a coragem ao invés de lhes lamentar o azar. Bom, adiante. Não tem sido fácil. Eu sou vinte e quatro horas de enjoos por dia. Sempre. E de azia. E de sono. Um cocktail  muito agradável para quem não tem filhos e pode, mais facilmente, dedicar-se aos efeitos secundários da gravidez. Um verdadeiro cocktail molotov para quem tem mais gente a quem acudir e que não pode sucumbir ao mal-estar geral.

 

Hoje, estranhamente, sinto-me melhor. Menos enjoada (ando a descobrir o que posso e o que não posso comer), com menos azia, sem sono (pese embora ter dormido mal e porcamente, poucas horas e em desconforto). Ah, e engordei 200gr, vitória fabulosa para quem começou nos 68, foi aos 69 e entretanto desceu aos 66,5, por obra e graça dos enjoos e da incapacidade de comer coisas de gente normal (massa e arroz, não consigo; bifes e similares, não consigo; bolos e pão, não consigo; leite, não consigo; saladas de tomate sem mais nada... consigo, mas não posso viver de saladas de tomate durante 9 meses).

 

Esta é a gravidez mais trabalhosa das três. A primeira foi isenta de enjoos, foi uma maravilha, fácil e leve, como deviam ser todas. A segunda foi pior, com enjoos até cerca das 16 semanas, mas nada que se parecesse com isto que passo agora. Eram enjoos, mas passavam ao fim de algum tempo, não duravam o dia inteiro. Amanhã conto dez semanas de gravidez (teóricas, porque ainda não sei ao certo de quanto tempo estou). E é por já ter estado enjoada 16 semanas que não acredito que isto desta vez passe às 12 e dali em diante seja tudo um mar de rosas.

 

publicado por Lénia Rufino às 12:57
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Segunda-feira, 19 de Março de 2012

As mães não adoecem

É uma falácia, obviamente. As mães adoecem (são mortais, embora muitas pareçam divindades que nunca quebram), mas não deviam. Quando uma mãe adoece há toda uma estrutura que abala. Por muito presentes e participativos que sejam os pais (estamos no universo das famílias biparentais), uma mãe doente é uma peça a menos na engrenagem.

 

Eu, bi-mãe, adoeci e estive uns tempos afastada... mas voltei. E voltei assim, mudando de casa, levando comigo as palavras que já tinha escrito. Continua tudo igual? Não. Quero escrever mais e mais. Partilhar cada vez mais este meu lado maternal que é, afinal, o meu lado que mais vive todos os dias.

 

E, para quem chegou aqui agora, bem-vindos!

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publicado por Lénia Rufino às 15:55
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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

Questão de coração

Não importa quantos filhos tens. Podes ter um ou doze. Ou vinte. Não importa. A primeira vez que um filho te chama "mamã" fica-te cravada no coração, uma impressão a quente que nunca mais se desfaz. Ao primeiro filho é a novidade: é a primeira vez que um ser que te saiu das entranhas chama por ti. Ao segundo filho, não sendo novidade, é igualmente inesquecível: é a primeira vez que aquele ser que te saiu das entranhas chama por ti.

É um clássico: ao primeiro filho o tempo dá para tudo. Para fotografias todos os dias, para um álbum devidamente actualizado, para saber de cor e sem recorrer a auxiliares de memória quantos meses tinha quando se riu, quando cuspiu pela primeira vez, quando pegou pela primeira vez num peluche. A partir daí a coisa diminui drasticamente. As fotografias são em muito menos quantidade. Não sabemos ao certo se começou a palrar com dois ou com sete meses. O primeiro dente apareceu algures entre os seis meses e a entrada para a primária. Não sabemos qual foi a primeira palavras porque agora já temos conversas intermináveis, cheias de palavras.

Isto não quer dizer que se ama menos os filhos seguintes, por oposição aos primogénitos. Quer apenas dizer que o tempo que tínhamos disponível quando tínhamos só um filho é agora ocupado a amar várias pessoas pequenas, a cuidar delas, a garantir que se tornam adultos responsáveis e não perigosos deliquentes. O tempo não estica. O coração das mães, sim.


publicado por Lénia Rufino às 11:02
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Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

Coisas de miúdos

Quando não temos filhos temos toda uma panóplia de teorias acerca da maternidade. Geralmente, 99% dessas teorias caem por terra no exercício da dita maternidade, quando nos vemos a braços com seres pequeninos que, regra geral, dependem de nós para sobreviver.

Quando não temos filhos achamos que os nossos filhos nunca farão uma birra no supermercado, nunca exigirão que lhes compremos aquele chupa e aquela boneca e aquele Beyblade, nunca farão birras de sono, nunca dirão que não a nada que os mandemos fazer. E achamos que nunca lhes vamos assentar sequer uma palmada no rabo, porque a negociação vai estar sempre na ordem do dia e eles serão civilizadíssimos (e nós também).

Assim que eles nascem desce-nos uma qualquer luz que nos faz ver que nada do que jurámos nunca fazer está a salvo. E havemos de nos confrontar com birras de supermercado (daquelas que nos fazem ter vergonha de ser mãe daquela pessoa pequenina). E havemos de ter que dizer que não aos chupas e às bonecas e aos Beyblades ou, pior ainda, havemos de dizer muitas vezes que sim a isso tudo, só para não ter que gerir uma das tais birras de fazer mortos regressar à vida. E resolvemos muitos dos conflitos com uma palmada, que é coisa que não faz mal a ninguém (e que não significa espancamentos de ter que chamar o INEM, bem entendido).

Juramos que McDonald's só aos 15 anos, saídas à noite só aos 20, namorados ainda mais tarde e nunca por nunca vamos ter um neto nascido quando os nossos filhos tiverem 15 anos. Mas às vezes acontece tudo ao contrário e os nossos filhos são pais adolescentes, atafulham-se de McDonald's e saem à noite a partir dos 14, sendo que nos cabe a nós ficar plantados à porta do Garage até às três da manhã a inventar esquemas para não adormecer por cima do volante, enquanto eles andam lá dentro armados em adultos, de copo na mão, a dançar e a fazer sabe-se lá mais o quê (e eu, pessoalmente, não quero saber... ignorance is a bliss!).

Não nos passa pela cabeça ter filhos malcriados, que respondem, que confrontam, que não acatam as nossas decisões. Mas temos. E aprendemos a lidar com isso. Não imaginamos que um dia podemos vir a ter uma discussão com eles em que não temos razão, mas temos. E aprendemos a lidar com isso (e a assumir que não temos razão e a pedir desculpas na altura certa).

Quando não temos filhos achamos que a maternidade é um lago calmo, com patos e peixinhos. Depois percebemos que afinal é um rio cheio de rápidos, onde de vez em quando há pedras que nos fazem ir à água. Com sorte, aprendemos a divertir-nos com isso.

O que eu acho que ajuda (na maternidade, como na vida) é não nos levarmos demasiado a sério. E não querermos ser campeões de uma competição que na realidade não existe. Toda a gente erra. Os pais erram muito. Os miúdos aprendem também com isso. Quando não lhes escondemos as nossas falhas, quando somos honestos, quando nos mostramos tal como somos e não vestidos de super-heróis, eles aprendem que a vida não é uma coisa cor-de-rosa. E se calhar é também a melhor maneira de não nos desiludirmos enquanto pais, enquanto pessoas, enquanto família. Problemas toda a gente tem. Mas a coisa resolve-se mais facilmente se for vestida de comédia e se deixarmos os dramas para outro cenário...


publicado por Lénia Rufino às 11:15
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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

Mãe de Saltos Altos

... Literalmente!

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publicado por Lénia Rufino às 12:18
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

1 filho vs 2 filhos

Disclaimer: os meus filhos são dois anjinhos comparados com muito do que vejo por aí. São fáceis de tratar, não dão trabalho por aí além. A minha opinião é estruturada com base nisto. Se tivesse uma (ou duas) "pestes", muito provavelmente pensaria de maneira diferente.


A nossa vida muda quando temos o primeiro filho. Depois disso, não muda grande coisa. Ou antes, muda, mas não é uma mudança tão acentuada como a anterior. Para mim, a grande decisão prende-se com o 1º filho. Essa sim, implica mudança drásticas: as saídas que acabam, o tempo que escorre por entre os dedos, as preocupações vinda de todo o lado e mais algum... ao 2º filho a coisa já é mais ou menos "mais do mesmo". Não é muito relevante porque tempo já não temos, saídas já não há há décadas e preocupações são o estado normal das cabeças das mães.

Eu sou filha única e sempre disse que não queria ter só um filho. Não sei o que é ter um irmão, mas sei o que é NÃO ter um irmão e não gosto. Numa tentativa de me darem este mundo e o outro, os meus pais adiaram a chegada de um 2º filho, ele acabou por não vir. Eu não tive este mundo nem o outro e tudo o que eu sempre quis foi um irmão (mas era esquisitinha e pedia um irmão MAIS VELHO, rapaz... coisas de miúda pequena, óbvio). Não quis repetir o erro dos meus pais. Sei que tendo dois filhos é mais difícil gerir as coisas que damos aos dois, mas quero acreditar que eles hão-de sempre preferir ter-se um ao outro do que ter uma bicicleta com mais uma roda (se é que me entendem).

Esperei 3 anos entre o 1º e o 2º filho. Não foi intencional. Quer dizer, quando a miúda tinha 1 ano e meio começámos a falar no 2º filhos, mas depois íamos casar em Outubro, já agora esperávamos para engravidar já casados, engravidei logo a seguir, perdi o bebé, engravidei novamente logo a seguir (pois, para quem não podia engravidar sem tratamento, 4 gravidezes já é um número avantajado) e nisto calhou o miúdo nascer com a irmã tendo 3 anos e quase 2 meses. Agora, olhando para trás, ainda bem que esperei este tempo todo. Ela já é muito autónoma e eu consigo ter a cabeça mais livre para a atenção que tenho que dar ao bebé.


Ciúmes: ela teve. Já lhe passou. Nunca foram muito óbvios, nem nunca fez nada contra o irmão. Simplesmente andou a escolher a dedo as alturas "certas" para as birras que fazia. Depois passou-lhe. A única coisa que não lhe passou - mas que é dela e não tem nada a ver com o irmão - é a alergia a barulhos. Eles dormem no mesmo quarto, mas sua alteza não consegue dormir com barulho. Então implora para não dormir ali, mas tem azar e dorme mesmo. A meio da noite, quando ele abre a goela, ela muda-se para a nossa cama e fica tudo bem - o pediatra "autoriza", portanto é na boa.


Ele adora a irmã. Treme cada vez que a vê, agarra-a, ri-se para ela, chama a atenção dela. E ela adora-o. Anda sempre a ver onde é que ele está, dá-lhe beijos, pede para lhe fazer festas e para lhe pegar ao colo e está ansiosa por ele começar a brincar mais com ela.


Se ando mais cansada? Obviamente. Até porque ele anda a dar-me umas noites um bocado parvas. Já dormia 12h seguidas e agora dá-lhe para acordar de 2 em 2, só porque sim. Não tem fome, portanto não percebo (quer dizer, percebo: são cólicas, o leite que anda a beber não lhe deve assentar muito bem - a ver na próxima consulta). Mas este meu cansaço passa (bom, vou trabalhar na semana que vem, portanto pode até ser que aumente). Não tarda ele começa a ganhar alguma autonomia e a coisa encarreira.


Eu não vejo a maternidade cor de rosa, mas também não a vejo negra. Lido com as coisas sem grandes angústias, à medida que vão surgindo. Continuo certa de que estes dois filhos que tenho são o meu par ideal e não me apetece pôr mais um ao barulho. Para mim, dois filhos chegam e não posso dizer que adorava ter 4 ou 5 filhos, se pudesse.

 Em termos financeiros, os 3 anos de espera foram bons. Ela já não anda de fraldas isso poupa dinheiro. Por outro, já anda na escola e isso leva dinheiro. Ainda assim, não acho que ter um filho seja uma despesona absurda, porque não entro em delírios. As vacinas e o pediatra são caros, sim. Mas tenho a sorte de ter uma mãe com disponibilidade para tomar conta do meu filho até ele ter 3 anos. E não preciso de vestir os miúdos na Girandola, na Petit Patapon e na Gant. Vestem Zara, H&M, Primark, Zippy e coisas que a mãezinha faz (e sim, para os miúdos compensa fazer em vez de comprar, porque o tecido que se gasta é pouco e faz-se tudo à medida das necessidades). Também não tenho alucinações de o miúdo não poder vestir roupa que era da irmã, por isso é normal verem-no vestido de cor de rosa, inclusive na rua (sem exageros, porque não há necessidade disso, mas se houvesse e se a alternativa a não ter roupa para vestir fosse usar t-shirts da Kitty, usaria t-shirts da Kitty sem problema nenhum).


Resumindo: faria tudo igual novamente. E não quero ter mais filhos (não quer dizer que daqui a dois ou três anos não me dê a maluca e não me ponha com ideias, mas para já estamos óptimos assim). Quero é criar estes, vê-los crescer, estar cá para eles até eles me darem bisnetos.

publicado por Lénia Rufino às 13:01
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Limbo

Uma mãe tenta sempre sorrir. Tenta estar por cima de todas as preocupações, não passar nenhuma delas para os filhos. A vida acontece sem os filhos se aperceberem de quão difícil é fazer a vida acontecer. Será mais tarde que começarão a guardar memórias de dificuldades e isso tem um lado bom.

Uma mãe não pode adoecer. Não pode dar-se ao luxo de se ver limitada numa doença (ou na perspectiva de uma doença) porque tem filhos a depender de si. Uma mãe tem medo que haja um ser malévolo a alimentar-se e a minar as suas entranhas mas para os filhos está tudo como antes. Uma mãe gasta tempo a pensar nos ses... e se morrer, quem toma conta deles? E se morrer, que memórias guardarão eles da mãe com quem tiveram tão pouco tempo de coabitação? E se morrer, o tanto que vai perder do crescimento daquelas pessoas que pôs no mundo e não pôde acompanhar por muito tempo...

Uma mãe afasta os pensamentos maus, auto-tranquiliza-se, não há-de ser nada, isto não é nada, vais ver. Sacode as más energias para trás das costas e pensa no que vai ser o jantar. Ao longe, o horizonte é o mesmo há dias: a bateria de exames que vai fazer e a perspectiva de que pode estar à beira de uma luta feroz. Ou não é nada e tudo não passou de um susto.

Uma mãe, apesar de ser a rainha num pedestal para os filhos que tem, é tão mortal quanto as outras pessoas. E isso nem sempre é bom.

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publicado por Lénia Rufino às 20:39
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Quarta-feira, 16 de Março de 2011

Do medo

Quando nasce uma mãe, nascem mil medos avassaladores. Medo de nós mesmas, de não sermos capazes, de não sermos suficientes, de não lhes bastarmos, de não sabermos o que fazer, como fazer, quando fazer, de não conseguir gostar como pensávamos, de amarmos mais do que achamos razoável. Medos que não conseguimos explicar e que nos minam, que nos toldam os movimentos, que nos gelam nos momentos mais cruciais.

E nascem medos ainda mais incompreensíveis, ligados aos bebés que nos caíram nos braços. Medo de os perder, que alguém algum dia lhes faça mal, que não consigamos dar-lhes tudo o que queremos, que eles não venham a ser como gostaríamos.

O meu medo, a coisa que me congela as entranhas, é um medo absurdo, mas foi o medo que me nasceu antes até de nascer a minha filha mais velha. Eu sou a antítese da hipocondríaca. Não ligo nenhuma às minhas mazelas, não quero saber, vou levando sem me preocupar por aí além. Não sou descuidada, mas não invento coisas que não tenho. Acontece que tenho um medo avassalador de... leucemias. Entro em pânico só de pensar que é coisa que um dia nos pode bater à porta. E obrigo-me a varrer da cabeça estes pensamentos, porque fico alterada, nervosa, taquicárdica. Não tenho explicação para isto. Mas o medo de os perder é a coisa mais cruel que já senti. E não faço ideia do que posso fazer para não sentir este medo. Vivo ao máximo todos os dias, dou-lhes tantos beijos quantos posso dar, digo-lhes milhentas vezes que os amo, que são a melhor coisa do mundo, que são a minha coisa mais preciosa... e rezo para que isto baste para os ter comigo sempre, para sempre...


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publicado por Lénia Rufino às 16:52
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Prioridades

Tudo muito bonito, só ter olhos para os filhos, não querer saber de nada além dos filhos, anular-se completamente em prol dos filhos. Errado.

Antes de sermos mães, somos mulheres. E se é verdade que a maternidade ganha toda e qualquer competição, não é menos verdade que quanto melhor estivermos connosco, melhores mães vamos ser. E para isso precisamos de tempo. Para estar em silêncio, para beber um café com uma amiga, para dar uma volta num shopping, para ver um filme, para ler um livro, para tratar das mãos, para um banho de imersão, para o que quer que seja que nos faça sentir melhor. E não é preciso uma eternidade. Num mundo ideal, teríamos todos os dias uma hora para nos dedicarmos só a nós. No mundo real, se conseguirmos essa hora uma vez por semana (ainda que dividida) é óptimo. E é importante aproveitar. Não nos esquecermos de nós, de quem éramos antes de sermos mães. Do que gostávamos, do que fazíamos, do que nos dava prazer e do que nos fazia sentir realizadas. Não é preciso ser um génio para saber que uma mulher cansada, sem tempo para nada, frustrada com o que não consegue fazer no dia a dia, não vai conseguir dar o seu melhor. E sentir isto todos os dias só aumenta a frustração. É por isso que é tão importante não nos esquecermos de nós, a bem da nossa sanidade, da sanidade de quem vive connosco e, acima de tudo, a bem da felicidade dos nossos filhos. Uma mãe que não está bem é uma bomba-relógio capaz de explodir à mínima coisa. E isto está a milhas do que queremos ser para os nossos filhos.

De maneira que hoje resolvi que já tive "férias" que cheguem. Dei-me um mês de descanso mas agora chega. Portanto agarrei em mim e fui andar e correr. Claro que estou aqui que não me aguento. E sei que me fez melhor à alma do que ao corpo (era tão bom que aqueles 40 minutos se tornassem visíveis já amanhã!). Nada melhor do que fazer isto para me retemperar. É que depois de duas noites péssimas eu já estava em modo bomba-relógio... e, acreditem, não é bonito de se ver!
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publicado por Lénia Rufino às 17:14
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Escrita

Já se sabe: eu sou pela escrita.

marianne.notsofast@gmail.com
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publicado por Lénia Rufino às 16:34
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a mãe

De saltos altos, de sabrinas, de ténis, de havaianas, de pantufas ou descalça. Uma mãe com dois filhos pequenos, que trabalha, que põe uma casa a mexer, que tem um marido (logo, também é esposa), que escreve umas coisas e que tenta chegar a todo o lado e mais algum. Uma mãe igual a tantas outras.

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Marianne

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