Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

O dia em que uma mãe começa a amar

Pode ser muito antes de estar sequer grávida. Quer-se muito que um dia exista outro coração a bater-nos no peito e é nesse dia que se começa a amar aquele filho, ainda por existir. Ou no dia em que um risco num teste nos diz que sim, que temos outro corpo dentro do nosso corpo. Ou quando o vemos pela primeira vez, numa ecografia onde tudo o que se vê é uma mancha pequenina dentro de outra mancha.

Não é preciso ter o filho nos braços. Não é preciso que passem horas, dias, até que apareça este amor. O Amor. O imbatível e inultrapassável amor de mãe. Nada nos arrebata mais do que aquela pessoa pequenina que saiu de dentro de nós. Damos por nós a perdoar coisas graves, a achar graça a ninharias, a preocuparmo-nos com pequenos nadas. Tudo coisas que só o amor de mãe justifica. É por isso que os nossos filhos são sempre os melhores. Podem ser feios, mal educados, pouco inteligentes, fisicamente inaptos mas são sempre os melhores. Eu tenho cá em casa dois exemplares iguais a todos os outros. Mas ela é a miúda mais inteligente que conheço. E ele é o bebé mais doce. São normalíssimos, nem mais bonitos nem mais feios, nem mais espertos nem mais burros. Mas o meu amor de mãe não vê nada disso e bloqueou neste conceito de que eles é que são os maiores. Ainda bem. A bem da preservação da espécie. A bem da sanidade de quem lida connosco e de nós próprios. A bem deles mesmos, que serão sempre amados acima de qualquer coisa, antes de qualquer coisa, apesar de qualquer coisa. Porque no momento em que uma mulher se torna mãe (ainda que isso aconteça apenas no coração) nada se sobrepõe a esse amor. Nada o ultrapassa, nada o substitui, nada o replica. E não há melhor do que o amor de mãe, pois não?
publicado por Lénia Rufino às 18:31
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12 comentários:
De Mie a 21 de Fevereiro de 2011 às 19:21
Nao ha mesmo. Sempre desejei ser mae e continuo a desejar.
Quando decidimos que queriamos uma crianca , ja a amava a B. que poderia ter saido um J., nao interessava o sexo, o importante e que sempre foi desejado.
O proximo tambem e muito desejado , por agora apenas por mim, mas espero encontrar um companheiro que tenha o mesmo desejo que eu.
Amar um filho nao e apenas ficar gravida, e educar dar carinho, acompanhar.
Sou a prova desse amor de mae que embora nunca me tenha carregado no ventre, desejava ser mae e eu fui uma felizarda por ter sido adoptada por uma mae assim :)
Beijinho.
De Laninha a 21 de Fevereiro de 2011 às 21:48
:) não deve haver!
acho que o meu é que vai ser o mais esperto, mais lindo, mais querido! :P
(só queria meter um "gosto" mas aqui não dá!)
De B. Cérise a 21 de Fevereiro de 2011 às 21:49
Nunca pensei muito em ser mãe, talvez porque não tivesse chegado a hora certa, ou porque teria outras prioridades, mas de há uns tempos para cá só me imagino grávida e com um bebé nos braços. Também acho que a partir do momento em que começamos a adorar tudo só de imaginar como será o nosso bebé, começamos a ser mães.
Adorei o teu texto.
Bjs*
De Mafas a 21 de Fevereiro de 2011 às 21:50
Não há mesmo! É a melhor coisa do mundo! É um amor que não tem igual e que não se explica, sente-se. Estou a amar tanto esta experiência que gostava de a multiplicar por mais um filho, assim que possível.
http://vidasdanossavida.blogspot.com/
De Sónia e MI a 21 de Fevereiro de 2011 às 22:12
Nada mesmo!
De Isabel a 21 de Fevereiro de 2011 às 22:53
Já ouvi exactamente o contrário, que este amor que se sente pelos filhos não nasce ao mesmo tempo do que eles. Não sei como é, mas imagino que é como dizes.
De Leticia a 22 de Fevereiro de 2011 às 03:26
a minha experiencia foi um pouco diferente, sou mãe de uma linda menina de 12 dias, sempre achei que nomomento que a visse seria amor incondicional.. depois do parto entrei em parafuso, tive alguns problemas emocionais e um deles foi um grande bloqueio por não conseguir amamentar, me senti totalmente culpada por isso,afinal eu tinha leite, qdo cheguei em casa depois do hospital me via em panico qdo tinha que ficar sozinha com ela, fora o choro, eu chorava por qqer coisa,e tinha medo e um certo receio de segura-la.. mas com a ajuda do meu marido,que teve nesses dias mta calma,amor ,dedicação,consegui quer dizer estou conseguindo aos poucos superar essa fase, agora consigo segura-la, conversar e estou descobrindo nosso vinculo cada dia que passa, sei que aos poucos tudo se resolvera,e so uma questão de tempo. Depois de varias conversas eu e meu marido resolvemos não amamenta-la com leite materno devido a quantidade de remedios que eu tomo, e com o apoio dele não me sinto mais culpada por isso.. a maternidade pra mim esta sendo um mundo de descobertas e trocas entre eu ,o bebe e o pai..
De Miss Worm a 22 de Fevereiro de 2011 às 11:41
Olá! Sou uma mãe de saltos altos, baixos, médios ou sem sapatos... como tu! Identifiquei-me no primeiro momento. Tenho dois filhos, um gato, um cão, um marido, um trabalho ( muiiito) e sapatos (muitos) :) e como tu também tenho um blog de desabafos, de aventuras, de asneirolas das minhas crias... o meu blog :).
Já me coloquei como tua seguidora, espero que não te importes.
Caso queiras "seguir-me", o que terei muito gosto, deixo-te aqui o link do meu canto:
www.minhocadepapel.blogspot.com


Beijinhos,

MISS WORM
De mamã a 22 de Fevereiro de 2011 às 12:49
Adorei o texto. Idendifico-me a 1000% com o que escreveste...também sou mãe de um menino de 22 meses e é a melhor sensação do mundo :)
Parabéns pelo blog, gosto muito :)
De Liana a 22 de Fevereiro de 2011 às 23:29
AMEI

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a mãe

De saltos altos, de sabrinas, de ténis, de havaianas, de pantufas ou descalça. Uma mãe com dois filhos pequenos, que trabalha, que põe uma casa a mexer, que tem um marido (logo, também é esposa), que escreve umas coisas e que tenta chegar a todo o lado e mais algum. Uma mãe igual a tantas outras.

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