Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

4 anos

(6h11)

4 anos separam-nos daquele momento em que, acabada de sair de mim, te puseram no meu colo, com os pés virados para mim. Foi a primeira vez que te toquei, ainda branca e por limpar, e te disse Olá, filha. Choraste, claro. Não te achei bonita (os bebés acabados de parir não são bonitos, apesar das versões romanceadas de algumas mães que insistem na teoria). A tua avó, minha parceira de "cela" naquele dia, só chorava e dizia que tu eras perfeitinha. Eu ainda fiquei duas horas a ser alvo de bordados intensos. E fui olhando para ti. Fui pensando em tudo o que tinha para te dizer, em tudo o que queria fazer contigo, em tudo o que te queria ensinar. Fui pensando na tua história de vida (sim, acabada de nascer e já com tanto chão caminhado...). Fui pensando que nada podia ser melhor do que aquilo. Tu eras o meu sonho realizado. A minha menina. Pensei em tudo o que teríamos pela frente e soube que só podia ser assim. Tu estavas destinada a ser minha. E foste minha ali, por umas horas.

Hoje já não és minha. És do mundo. Tens 4 anos e pareces mais velha. Tens conversas de gente crescida e entendes coisas que alguns miúdos de 4 anos não entendem. Fazes birras que me levam ao desespero mas dás os melhores beijos do mundo. És uma super-companheira. Posso levar-te a qualquer lado "de crescidos" (dentro dos limites do razoável, obviamente) que sei que tu aproveitas bem o tempo. Pedes-me passeios, pedes-me histórias, pedes que te ensine a escrever. Faço isso tudo. E mimo-te. És a minha metade perfeita.

O pai é O PAI. Aquele que te ama acima de qualquer coisa. Acima dele, acima de mim, acima do mundo. É o teu companheiro de amendoins e tremoços, o professor de patinagem e de bicicleta (embora ainda não saibas patinar nem andar de bicicleta). E eu amo ver a relação que vocês têm, o amor que vos mantém trancados um ao outro. E espero que dure sempre, mesmo depois dos embates que havemos de ter na vida.

És a nossa menina. E tens 4 anos. Sei que és feliz. E, para mim, isso é o que basta...

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publicado por Lénia Rufino às 12:38
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a mãe

De saltos altos, de sabrinas, de ténis, de havaianas, de pantufas ou descalça. Uma mãe com dois filhos pequenos, que trabalha, que põe uma casa a mexer, que tem um marido (logo, também é esposa), que escreve umas coisas e que tenta chegar a todo o lado e mais algum. Uma mãe igual a tantas outras.

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